Pra cada pessoa ela vai tocar de um jeito, pra alguém aqueeela nota que o compositor achou extraordinária ao fazer, sentado em sua cama, com um copo de conhaque e um cigarro, não trará ao menos um sentimento, ao menos um arrepio de "sopetão".
As canções são magníficas por isso: são misteriosas, fazem um bem danado, mas podem fazer sangrar a cada segundo que passa, a cada refrão repetido muitas e muitas vezes. Lembro-me bem de épocas em que este que vos fala chorou diversas vezes ouvindo uma dessas toadas e que hoje apenas presta muita atenção nos riffs de guitarra que nela se encontram.
O homem compõe desde épocas remotas porque ele sente a necessidade de expressar suas angústias, dúvidas, revoltas, alegrias, e qualquer merda que seja. A verdade é que hoje raras são as CANÇÕES. SIM. Música existe em qualquer boteco por aí. Mas são as canções que te fazem chorar, sorrir, se arrepiar.
"Uma canção é pra trazer calor, deixar a vida mais quente".
São horas sentado no chão, conversando consigo mesmo. E agora o compositor já "matou" o conhaque, já fumou cinco ou seis cigarros e nem chegou no refrão. Ele começa a se perguntar onde ficou sua caneta, onde estão as notas que ele anotou. E chega então ao encontro de uma belíssima visão, que a gente insiste em chamar de inspiração ou criatividade. É aí que a canção nasce. É aí que se inicia o efeito que ela poderá provocar em você.
Mas vamos parar com esse iê iê iê aqui porque eu tenho que esperá-las.

Essa é a beleza da arte! Ela nos toca(ou não) de diversas formas diferente e em momentos distintos. E por isso a arte não impõe, e sim propõe! Propor uma mudança interior, pequena que seja. Agora se a gente é sensibilizado ou não, depende de nós... (e da qualidade da caixinha de som também rs)
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