quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Cordas de violão, de coração.

Pra que serve uma canção? Taí uma pergunta difícil!
Pra cada pessoa ela vai tocar de um jeito, pra alguém aqueeela nota que o compositor achou extraordinária ao fazer, sentado em sua cama, com um copo de conhaque e um cigarro, não trará ao menos um sentimento, ao menos um arrepio de "sopetão".
As canções são magníficas por isso: são misteriosas, fazem um bem danado, mas podem fazer sangrar a cada segundo que passa, a cada refrão repetido muitas e muitas vezes. Lembro-me bem de épocas em que este que vos fala chorou diversas vezes ouvindo uma dessas toadas e que hoje apenas presta muita atenção nos riffs de guitarra que nela se encontram.
O homem compõe desde épocas remotas porque ele sente a necessidade de expressar suas angústias, dúvidas, revoltas, alegrias, e qualquer merda que seja. A verdade é que hoje raras são as CANÇÕES. SIM. Música existe em qualquer boteco por aí. Mas são as canções que te fazem chorar, sorrir, se arrepiar.
"Uma canção é pra trazer calor, deixar a vida mais quente".
São horas sentado no chão, conversando consigo mesmo. E agora o compositor já "matou" o conhaque, já fumou cinco ou seis cigarros e nem chegou no refrão. Ele começa a se perguntar onde ficou sua caneta, onde estão as notas que ele anotou. E chega então ao encontro de uma belíssima visão, que a gente insiste em chamar de inspiração ou criatividade. É aí que a canção nasce. É aí que se inicia o efeito que ela poderá provocar em você.
Mas vamos parar com esse iê iê iê aqui porque eu tenho que esperá-las.

terça-feira, 29 de junho de 2010

Tônicas de um diálogo a sós

Aquilo que não se explica é o que a gente sempre procura mil palavras pra explicar... De todos os sonhos que são intermináveis, a gente sempre tenta acordar... Mas, pra que acordar? Explicar?
Quem precisa de explicação?
A essência, a raiva, o grito, o choro contido, o soluço impróprio, o substantivo que se diz próprio, agora procura sua própria propriedade. Se tudo fosse verdade completa o que seria das "mentiras sinceras"?
Nunca me abrace, nunca com um não na mão.
Mas que cara é essa? Que cabelo é esse? Isso são horas de acordar? Horas? Oras, se existe mesmo a hora, como diria um magrelo amigo meu, pra que acordar? Não há! Vida ATEMPORAL. Exceto num temporal de...de...de emoções.
Sentado, num quarto, e a um quarto de hora de ir dormir, eu agradeço, a mim, por escrever tanta asneira.

"Hey Mãe, eu já não esquento a cabeça. Durante muito tempo isso era só o que eu podia fazer."


quinta-feira, 4 de março de 2010

Sobre pipas e nós...

Há tempos que entrava no carro com meu pai, subia o morro pra ficar em cima dos fios de eletricidade.
-Pega a pipa lá no porta-mala moleque, dizia.
Nem pensava duas vezes, pegava meu pássaro colorido e corria:
-Aí, aí ta bom. Levanta um pouco. Solta!!!
Meu pai era MESTRE. Em dois minutos estava lá, rasgando o céu, solitária. Não por muito tempo.
-"Alá" moleque, vai pegar, vai enrolando a linha! Vai! Vai!
Em três segundos a pipa já estava em minhas mãos:
-Ufa
Mais um dia com meu pai. Ótimo.
Chegava em casa e a colocava em cima do guarda-roupas. E o tempo foi passando.
As vezes pegava pra tirar poeira, desenrolava a linha embaraçada, guardava de novo...
Mas os nós que ficaram já não desatavam. E cada vez que eu fazia tal coisa eram mais nós se formando. Até que ficavam tão próximos à pipa que não tinha como desatá-los.
Assim é a vida. Uma hora você está no alto, sem ninguém pra atrapalhar, do nada você volta à realidade e vê que está cheio problemas, cheio de nós, mas deixa lá, pra não se aborrecer.
Pois é, acontece que os nós se multiplicam, ficam cada vez maiores e irreversíveis, chegam tão perto de você, que é impossível resolvê-los.
Já fiz tantas vezes isso. Deixei de lado por um tempo e quando vi, estava ali, gigante. Um problemão. :)
Seja breve, resolva, faça. Todos somos capázes. FAÇA.

"E como agir se mãos amigas se transformam em punhais e todos acham que você não é capaz de desatar os nós? "

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Segurança, ou não...


Navios e portos. Um navega o outro espera, clichê falar sobre isso e usar essa metáfora, mas, cá estou.

Navios nem sempre atracam em portos certos e as vezes ficam estagnados em portos errados. Segurança. A explicação geral é essa. Mas são duas faces nessa temática: é fácil ficar ali, parado, seguro, em "terra firme", porém, pra sair é muito mais difícil, tem que raspar o casco já cheio de lôdo, algas, pequenos furos. Juntar toda a tripulação, arrumar as velas, os mais antigos...

Não vou mais passar de porto em porto. Procurar um porto seguro é a minha exigência.

Bora sair, curtir com os amigos poq eu já achei meu porto, né?!


"Que eu não sou mais quem você conheceu há dois anos atrás..."

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

"Errado, errante..."

Ah, quem me conhece sabe que eu gosto de conta. Dois pra cá, um pra lá, soma aqui, ops agarrei. De fato, sou racional? Não. Exato? Não."Sou errante". Coração mole, uma pitada de tristeza. "É preciso um bocado de tristeza", como dizia o grande Vinícius. Eu já deixei muita coisa chamar mais a minha atenção do que o que realmente deveria. Já chorei demais por alguém que nem acredita em amor. Já menti. Já bebi. Já errei. Não há exatidão no amor. AMOR.
Falar de amor é tão fácil, o díficil é defini-lo. Quem aqui já sofreu por amor? Né Russo?
Daí eu "re-duvido": engraçado, vocês já amaram de verdade? Mas voltemos ao ínicio... Serei um matemático. Convicto nos números, amante das equações, admirador de Teoremas, Teorias... Mas não vou me robotizar, botar um escudo no coração, quebrar outros corações. Mas não se apaixone por mim. Não espere NADA de mim, eu não sou nem um pouco forte. Ainda tô curando feridas, tô tapando o sol com a peneira pra seguir em frente, tá difícil.
Fiz esse blog pra falar de coisas que acontecem comigo, do meu dia-a-dia. Dar conselhos matemáticos, ajudar com alguma coisa. E não pra escrever estórias, como brilhantemente outros escrevem, e eu leio. (y)
Se gostarem, voltem sempre, se não gostarem me de um toque que eu prometo apagar, rs.
"E se eu te falar que ele sou eu, e se eu confessar que dói demais saber que tudo aconteceu e não poder voltar atrás..."